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Devaneios no sofá

Foto por Kevin Menajang em Pexels.com
 Sentada no sofá
 Você vagueia até em mim.
 Seu ar esfumaça 
 Seu ser me despedaça
 Lembranças se quebram
 Choros se desenvolvem
 E só o que desejo
 É me adentrar numa caixa
 E ser atirada
 Num mar de lágrimas
 E boiar...
 Eternamente...
 Na tristeza do meu ser. 

JRM
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Meu viver , meu ser.

Foto por Elina Krima em Pexels.com
 Ela mora sozinha
 Nunca desejou ter relacionamentos
 Nem casamentos.
 Tem  trinta e seis ventos
 E mil e um argumentos
 Para não viver uma vida de aborrecimentos
 Para a sociedade e jumentos.
  
 Ela levou muito tempo
 Sofreu com vários eventos
 Mas logo percebeu
 Que tudo que é seu
 É de mais ninguém.
 Sua felicidade sempre vem
 De acordo com sua identidade
 E  vontades. 
  
 Ninguém a compreende
 E nem quer ser compreendida
 Apenas deseja ser
 Uma borboleta libertina. 
 Sua rotina
 É sua alegria.
 Seu trabalho
 Uma fantasia.
   
JRM
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Breve noite

Foto por Enrico Perini em Pexels.com
 Numa breve noite, 
 a escuridão domina os meus sentimentos
 que estão nos ares do vento.
 E o amor, que se transforma
 num amontoado pó de sofrimento.
  
 Passeio
 Vagueio
 Farejo
 O breu que esconde
 o meu lampejo.
  
 A escuridão persiste
 Meu andar consiste
 em sentir
 que algo resiste
 em me aturdir. 

JRM

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O sossego passageiro

Foto por JESSICA TICOZZELLI em Pexels.com
 O sossego transpassa
Num ar que se solta
Na grama que enverdeja
E o pensamento que se revolta
 
Sentada e lubrificada
Pelo sol de uma manhã
Que envolva o meu sossego
No marítimo do meu clã
 
O entardecer enfim se levanta
E o sossego canta
Os seus últimos suspiros
Pois já é hora do meu retiro.
 
O retiro da sobrevivência
O retiro de batalhar
O retiro de enfrentar
A dura e real vivência.

JRM
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O alcançar

Foto por Grisha Grishkoff em Pexels.com
Chuvas caem como lágrimas
Que escorrem no suor do trabalhador.
O frio lateja
nos músculos, nos ossos e na carne.
Complementa-se num olhar longínquo
Que vê mas nada vê.
 
A solidão vai perpassando,
numa realidade que ninguém entende.
Somente desejamos
uma felicidade,
Um sorriso,
Um encanto.
Que  logo se evapora
em uma poça
após uma longa labuta
de uma tempestade
Que se perde no recanto.

JRM
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Viajando pelo tempo

Foto por Sid Ali em Pexels.com
Viajando pelo tempo
Eu vejo céus
Vejo a Terra
Que se misturam pelo cósmico universo
A qual não compreendo.
 
Viajando pelo tempo
O ar  desnorteia-me
O breve já não existe
O nada é apenas  uma ilusão
A qual não compreendo.
 
Viajando pelo tempo
Percebo que nada mais há
Apenar ar
E mais ar
A qual não compreendo
 
Viajando pelo tempo
Apenas viajando...
Sumindo e divagando
Até chegar ao fim
Que nunca existiu
Pois eu nunca  o compreendi.



JRM
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O ciclo

Foto por Ruslan Burlaka em Pexels.com
Durma!
Sonhe!
Acorde!
Levante!
Trabalhe!

Pensa na vida
sempre,
ao se olhar no espelho.

O sol há tempo trabalha,
e o sentir seu calor
sabe que ainda está vivo.

Durma!
Sonhe!
Acorde!
Levante!
Trabalhe!

Enfim termina.
Chega em casa sem vontades
Sem energias
Sem sonhos
Sem nada.
A escuridão avisa,
que é hora de fugir dessa realidade.
E, novamente,
o ciclo entra em batalha.

JRM